Mero (Epinephelus itajara) nadando próximo a um costão rochoso

Mero

Epinephelus itajara

Guia completo de pesca de Mero

O mero é o maior peixe de costão e recife do Atlântico, capaz de passar dos 300kg. Bonito de ver e impressionante de encontrar, ele tem a captura proibida no Brasil desde 2002 por estar ameaçado de extinção. Aqui você conhece a espécie e entende a importância de protegê-la.

A captura do mero é proibida no Brasil

O mero (Epinephelus itajara) está na Lista Nacional de Espécies Ameaçadas de Extinção e tem a captura proibida no Brasil desde 2002, por moratória federal renovada sucessivamente pelos órgãos ambientais. É vedado pescar, capturar, manter a bordo, transportar e comercializar o mero, tanto na pesca esportiva quanto na profissional. Se você fisgar um acidentalmente, solte-o vivo imediatamente, de preferência sem tirá-lo da água, cortando a linha o mais perto possível do anzol se necessário. O mero cresce devagar e demora muitos anos para se reproduzir — cada exemplar solto faz diferença para a recuperação da espécie.

Portaria MMA n.º 148/2022 e moratória federal vigenteMulta de R$ 700 a R$ 100.000 e apreensão de equipamentos

Conhecendo o Mero

O mero (epinephelus itajara) é o maior peixe de costão e recife do Atlântico, um verdadeiro gigante que pode ultrapassar os 300 quilos e quase 3 metros de comprimento. Da família das garoupas, ele se reconhece pelo corpo robusto, boca enorme e cabeça larga, com coloração que varia do marrom ao cinza-esverdeado, às vezes com manchas escuras. Vive em costões rochosos, recifes, naufrágios e estuários com manguezal, onde os juvenis costumam crescer protegidos entre as raízes. É um peixe curioso e territorial, que muitas vezes se aproxima de mergulhadores. Apesar de toda a imponência, o mero é uma espécie frágil: cresce devagar, demora anos para se reproduzir e forma agregações de desova que historicamente foram dizimadas pela pesca. Por isso, está ameaçado de extinção e tem a captura proibida no Brasil. Hoje, o melhor encontro possível com um mero é observá-lo vivo, na água, e deixá-lo seguir seu caminho.

Nome científico

Epinephelus itajara

Tamanho médio

1,5 - 2,5 m (até 2,7 m)

Peso médio

100 - 300 kg (até 400 kg)

Habitat

Costões, recifes, naufrágios e manguezais

Situação

Captura proibida o ano todo

Conservação

Ameaçado de extinção

Onde encontrar o Mero

  • Costões rochosos: abrigos e tocas em fundos de pedra são o habitat clássico do mero adulto
  • Recifes e parcéis: estruturas submersas concentram alimento e esconderijo
  • Naufrágios e estruturas artificiais: pontos favoritos, onde meros grandes costumam morar por anos
  • Estuários e manguezais: berçário dos juvenis, que crescem protegidos entre as raízes
  • Profundidade: da beira do costão até cerca de 50 metros
  • Distribuição: praticamente todo o litoral brasileiro, do Norte ao Sul

Do que se alimenta do Mero

  • Crustáceos: caranguejos e lagostas são presas favoritas
  • Peixes: engole peixes inteiros com a boca enorme, por sucção
  • Polvos e moluscos: complementam a dieta nos costões e recifes
  • Estratégia de bote: fica parado à espreita e abocanha a presa de uma vez só
  • Horário de ação: alimenta-se mais ao amanhecer e ao anoitecer

Onde pescar Mero no Brasil

O mero vive em costões, recifes, naufrágios e estuários com manguezal ao longo de boa parte do litoral brasileiro. Vale lembrar: a observação é bem-vinda, mas a captura é proibida em qualquer um desses lugares.

1. Região de Salvador

📅 Melhor época: Observação o ano todo (captura proibida)

Os naufrágios e costões da Baía de Todos-os-Santos abrigam meros, frequentemente avistados por mergulhadores na região de Salvador.

2. Fernando de Noronha

📅 Melhor época: Observação o ano todo (captura proibida)

As águas protegidas de Fernando de Noronha são um dos melhores lugares do Brasil para observar meros vivos em seu ambiente natural.

Como pescar Mero

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Observação e soltura responsável

Como a captura é proibida, a única abordagem correta é observar o mero vivo e soltar imediatamente qualquer exemplar fisgado por acidente.

Dica: Se fisgar um mero sem querer, não o retire da água. Corte a linha o mais perto possível do anzol e deixe o peixe seguir. Tenha sempre um alicate de corte por perto.

Pesca responsável e conservação

✅ Práticas recomendadas

  • Respeite a proibição: a captura do mero é vedada por lei o ano todo
  • Solte na água: se fisgar acidentalmente, libere o peixe sem tirá-lo da água
  • Corte a linha: quando necessário, corte rente ao anzol em vez de manusear o peixe
  • Observe e fotografe: registre o encontro sem retirar o mero do ambiente
  • Denuncie: comunique aos órgãos ambientais a captura ou venda ilegal de mero

🚫 O que evitar

  • • Nunca leve um mero para terra, mesmo que pareça morto
  • • Não compre nem consuma mero — isso alimenta a pesca ilegal
  • • Evite pescar sobre agregações de desova conhecidas
  • • Não use o mero para foto de troféu fora da água

💚 Nossa responsabilidade

O mero quase desapareceu do litoral brasileiro por causa da pesca excessiva, principalmente sobre os pontos de desova. A moratória de captura é o que vem permitindo, aos poucos, a recuperação da espécie. Respeitar a proibição é responsabilidade de todo pescador esportivo — um mero vivo vale muito mais para o mar do que na linha.

Perguntas frequentes sobre a pescaria de Mero

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Equipe iscabox

Guia compilado com base em informações científicas e conhecimento disponível publicamente sobre pesca esportiva.

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📅 Atualizado em 30 de maio de 2026